O protagonismo feminino no Império Bizantino a partir de Teodora

Amanda Martins Spolador

 

Apresentação em slides: O protagonismo feminino no Império Bizantino a partir de Teodora

Roteiro de discussão em sala:

O presente material paradidático intitulado pretende discutir os papéis femininos dentro do Império Bizantino, e em especial, a participação da imperatriz Teodora no poder imperial de Justiniano, durante o século VI, no Império. Este tema vai ao encontro da narrativa que privilegia a atuação feminina na história e reafirma a significância do debate sobre o “apagamento” da figura e exercício das mulheres nos espaços públicos. Ou seja, o material visa mostrar que as mulheres não eram meras coadjuvantes de seu tempo, de sua família e de sua própria história.

Para além deste tema central, o material paradidático abordará questões relacionadas ao contexto social, político e econômico do Império Bizantino, no século VI, a fim de contextualizar o assunto tratado. Com a mesma finalidade, serão abordadas as biografias de Justiniano, marido de Teodora, e Procópio de Cesárea, quem escreve Histórias Secretas, principal fonte sobre a Imperatriz. A narrativa de Cesárea será utilizada como a fonte histórica central deste material, e neste sentido, serão abordadas discussões sobre a escrita da História e o uso de fontes. Apontando, assim, como a narrativa realizada em Histórias Secretas, ganha espaço dentro da construção do discurso histórico com novas problemáticas, ligando-se inclusive à história das mulheres, como no caso deste projeto.

1.       Contexto político, econômico e administrativo do Império Bizantino no século VI.

O contexto histórico apresentado nos slides é contemporâneo à personagem central deste material: Teodora. Portanto, o recorte temporal se situa no século VI e aborda temáticas que servirão de fundo para discussões futuras ligadas diretamente à atuação da imperatriz. Ademais, partindo do pressuposto que este objeto servirá como apoio para uma discussão dos papeis das mulheres bizantinas dentro do tema central sobre “Império Bizantino”, o contexto trabalhado nos slides terá a finalidade de retomar pontos pertinentes para este material.

Foram utilizados nesta sessão o “Capítulo III: A constituição imperial e o reinado do direito”, da obra A civilização bizantina, de Steven Runciman e, o texto “Um ensaio sobre o legado do imperador Justiniano”, disponível numa plataforma online destinada ao Império Bizantino, de João Vicente Dias, doutorando em História Bizantina pela Universidade Johannes Gutenberg de Mainz.

Slide 1: Contexto.

De acordo com João Vicente Dias, o Império Bizantino sempre possuiu especial atenção nos materiais sendo a obra legislativa de Justiniano, “a restauração das antigas fronteiras do Império Romano e a construção da catedral de Santa Sofia[1]” são os temas mais recorrentes.

Justiniano, conforme aponta todos os autores trabalhos nesta sessão, buscou no seu império, entre os anos de 527 e 540, restaurar e unificar o Império Romano, estimulando, assim, o comércio e as artes. Além disso, revisou e codificou o Direito Romano e o Corpus Juris Civilis.

Slide 3: Mapa do Império Bizantino.

O mapa escolhido demonstra a totalidade da área conquistada por Justiniano durante seu império. A diferença entre as cores, como sinalizada na própria imagem, compara a expansão territorial do Império Bizantino desde 527, quando Justiniano se tornou imperador, até sua morte em 565.

A imagem foi colocada para situar o espaço ao que se refere este trabalho e, para demonstrar visualmente os aspectos de conquista e expansão empreendidos por Justiniano durante seu governo, como citados no contexto anteriormente.

2.       A mulher bizantina.

Neste momento a discussão apresentada refere-se a alguns papéis femininos dentro do Império Bizantino, de forma que, foram selecionados, igualmente ao contexto, aspectos que contribuam para a discussão central.

Para esta temática intitulada “A mulher bizantina” será utilizado o capítulo “a mulher”, de Talbolt, do livro e terá como finalidade apontar aspectos gerais sobre o contexto feminino da época.

Slide 4-5: a mulher bizantina.

Segundo Talbolt em capítulo “A mulher bizantina”, as imperatrizes passavam “a maior parte do tempo em seus aposentos privados[2]” dedicando-se à religiosidade, sendo excluídas da vida pública e não podendo exercer nenhuma função relacionada com o governo[3] isso não as impedia de atuar, em algum grau, no mundo político, não sendo raras ocasiões em que estas figuras femininas “influenciassem os maridos, filhos ou irmão[4]”.

Neste mesmo capítulo, a autora versa sobre “a atitude ambivalente em relação à mulher[5]” que a sociedade bizantina tinha. De forma que, algumas vezes e mulher era vista através das imagens de Eva ou Virgem Maria, na primeira, como a denegrida que levou o homem ao pecado; e a segunda, como pura, capaz de gerar uma vida.

O infanticídio feminino, de acordo com Talbolt era uma prática bastante comum nessa sociedade, uma vez que só os homens podiam passar à frente a dinastia familiar, ter uma filha era sinônimo de vergonha.

A vida da mulher bizantina, de acordo com a autora, era dividida nas três fases: casamento, maternidade e a viuvez.

3.       Teodora.

Agora se inicia a parte central de discussão deste material. Os slides seguintes terão como meta apresentar Teodora, sua origem e como chegou ao posto de Imperatriz, e igualmente Justiniano e sua nomeação como imperador.

Para os fins propostos, serão usadas as obras: Histórias Secretas, de Procópio de Cesarea e Três rainhas do amor: Áspasia, Cleópatra, Teodora, autoria de Henrique Houssaye.

·         Mosaicos: Ambos os mosaicos colocados nessa parte do trabalho, de Teodora e Justiniano, não possuem apenas a função de ilustrar quem eram os imperadores. Eles devem ser usados para discutir o arranjo da corte imperial e como isso era representado. Para isso, pode ser apontada no mosaico de Teodora, a companhia de suas aias e eunucos, e no caso de Justiniano, de seus conselheiros. É necessário atentar que ambos estão no centro da imagem, e ao lado deles estão dispostos os outros personagens. Acerca dos demais, é possível questionar quem seria representado ao lado do imperador: Qual seria o grau de importância dessas figuras na corte?

A questão de gênero merece igual importância. Não há no mosaico de Justiniano a representação de mulheres, enquanto que na imagem de Teodora, estão pessoas de ambos os sexos. Essas representações põem sugerir que o masculino está em ambientes que compreendem o Imperador e a Imperatriz, mas, as mulheres não participam dos espaços de governabilidade. Quando comparadas, as duas imagens podem ser diferenciadas em quais sentidos? E o quê as aproxima? Também são perguntas a se fazer.

A roupa e as joias também merecem ser pontuados uma vez que vão ao encontro do contexto de luxo apresentado no início deste material.

Os mosaicos estão na Igreja de San Vitale, em Ravena. É possível fazer um tour virtual pela Igreja através do site http://www.ravennamosaici.it/orari-e-prezzi/?lang=en. Desse modo, as imagens podem ser percebidas de maneira mais satisfatória, tendo a dimensão de seu tamanho e a riqueza de seus detalhes.

Slides 6-8: Teodora.

Teodora, de acordo com Procópio, era filha de um domador de ursos. Ainda criança “era uma acrobata cheia de habilidade e graça” diante dos espectadores dos jogos em Constantinopla. Houssaye cita, em seu livro, que Procópio, na obra Dos Edifícios, afirmou que a beleza de Teodora era tanta que “ninguém poderia exprimi-la por palavras ou imagens[6]”.

Durante sua juventude teve diversos amantes, chegando a ser apontada como prostituta por Procópio. Sua reputação ficou tão negativa que, ainda de acordo com o mesmo autor, Teodora mudou-se para Cirenaica e sem sucesso por lá “percorreu por todas as cidades da Ásia Ocidental” vivendo da prostituição. Cansada de levar a vida desse modo, Teodora voltou para Constantinopla, onde encontrou com Justiniano algum tempo depois.

O casamento entre os dois só foi possível após a morte da Imperatriz Eufêmia e da revogação da lei que impedia que “um cidadão chegado à dignidade de senador” se unisse a “uma pessoa abjeta ou de baixa origem”.

Tia de Justiniano e esposa de Justino, Eufêmia desaprovava grandemente a união entre o sobrinho e Teodora, seja pela desigualdade social entre ambos ou pelo passado de prostituta de Teodora. Após a morte da imperatriz em 523, Justiniano obteve de seu tio e imperador a revogação da lei que impedia o casamento dele com Teodora, unindo-se a ela em matrimônio.

Com a morte de Justino e a nomeação de Justiniano como imperador, igualmente ao seu marido, Teodora recebeu o título de augusta[7].

Slides 9-10: Justiniano.

Justiniano I (48?-565), nasceu numa pobre família camponesa e ascendeu socialmente graças ao seu tio Justino que o levou para Constantinopla ainda menino, onde, a partir das orientações do monge Teófilo, de acordo com Houssaye, aprendeu a “falar com eloquência[8]” e escrever bem, além de adquirir conhecimentos de música, arquitetura, direito e teologia. A origem humilde de Justiniano é abordada tanto na obra de Houssaye quanto nos relatos de Procópio em Histórias Secretas.

Com a morte do Imperador Anástacio, em 518, Justino ascendeu à púrpura imperial e promoveu Justiniano, nomeando-o inicialmente senador e por último, conde das guardas do palácio. Já cônsul, Justiniano moveu todos os seus esforços para reestabelecer os jogos depois da proibição em 520 pela rivalidade das facções. Foi tão hábil nessa empreitada que o Senado propôs a ele o título de nobilíssimo, “equivalente ao de alteza imperial[9]”, colocando-o como herdeiro do trono. Em abril de 527, Justiniano foi coroado imperador após ter o título de augusto conferido por seu tio Justino.

4.       Histórias Secretas.
A última parte desta material destina-se a apresentar sobre a obra Histórias secretas, a atuação de Teodora durante o governo imperial de Justiniano ao que tange às questões militares, jurídicas e administrativas, além de Procópio de Cesarea, que autor da obra, e por fim, como um livro pode ser considerado fonte histórica.

Slides: 11-12: Histórias Secretas – uma apresentação da obra.

Não se sabe ao certo quando a obra foi, mas estima-se que tenha sido por volta do ano de 550. Navarro, em seu artigo, atenta para alguns estudos que afirmam que Procópio teria esperado a morte de Teodora para poder escrever a obra. Dessa forma, a autora diz que Cesarea não elaborou Histórias Secretas antes devido ao medo que tinha da Imperatriz[10].

Sabe-se que a intenção do livro foi mostrar as verdadeiras causas dos acontecimentos narrados em sua outra obra, As Guerras[11], e que, na época, não puderam ser ditas. Além de Teodora e Justiniano, Procópio também cita e crítica o general Belisário e sua esposa Antonina ao longo de Histórias Secretas.

Slides 13-15: Revolta de Nika – importância militar de Teodora.

A importância e significância de Teodora para a vitória de Justiniano diante a Revolta de Nika é, sem dúvidas, uma das grandes demonstrações do poder da Imperatriz frente às decisões de seu marido e do próprio poder imperial.

Contexto – Revolta de Nika (11-18 de janeiro de 532).

A Revolta de Nika que ocorreu entre os dias 11 e 18 de janeiro 532 iniciou-se a partir da rivalidade entre as duas principais torcidas do Hipódromo, em Constantinopla, sob o governo de Justiniano.

As facções eram divididas em duas: os Verdes e os Azuis. Ruciman afirma em sua obra que ambos “tinham ciúmes mútuos e adotavam sempre posição antagônica[12]”. Justiniano tinha como preferência os Azuis, desse modo, de acordou com Houssaye, quando o imperador declarava sua simpatia a um dos grupos, “acontecia que os descontentes ingressavam, às vezes, no partido adverso[13]”.

No inicio do ano de 532, durante uma corrida no Hipódromo, os Verdes começaram a se queixar com o Imperador sobre as injustiças que sofriam pelos magistrados. No dia seguinte, tentando apaziguar os ânimos da população que estava revoltada com o enforcamento de membros de ambas as facções, Justiniano destituiu quatro magistrados. Porém, sem sucesso, a revolta se tornou um protesto contra o próprio Império.

Esse levante culminou em uma onda de depredação e atos violentos que, apesar do constante esforço de Justiniano em sufocá-los, demorou três dias. Durante esse período, os revoltosos tentaram empossar Hipácio como novo imperador. Descrente em conseguir reverter a situação, o Imperador se reuniu com seus ministros, senadores, generais e familiares para comunicar sua fuga. Diante disso, Teodora, se manifestou colocando-se contrária a essa ação discursando:

“Mesmo que a fuga fosse o único meio de salvação, eu não fugiria. Não estamos todos condenados a morte desde o nosso nascimento? Os que já tiveram a coroa não devem sobreviver a sua perda. Peço à Deus que não viva um só dia sem a púrpura. Que a luz se apague sobre mim quando cessarem de saudar-me com o nome Imperatriz. Tu, autocrator, se queres fugir, tens os tesouros, o barco esta pronto e o mar esta livre. Mas considera que o amor a vida te expõe a um desterro miserável e uma morte vergonhosa. Quanto a mim, agrada-me aquela antiga frase que diz que a púrpura é uma formosa mortalha[14]”.

De acordo com relato de Procópio, sua fala convenceu Justiniano a não desistir e inflou o ânimo de todos contra os revoltosos. Belisário e Mundus, os principais generais do Imperador, sufocaram os manifestantes dentro do Hipódromo assassinando-os. Estima-se que mais de 30 mil pessoas morreram nesta ocasião[15], entre elas políticos, comerciantes, Azuis, Verdes e, Hipácio, que tentou usurpar o trono.

Nesta ocasião pode-se vislumbrar a atuação militar de Teodora, que juntamente com os demais membros da corte de Justiniano, inflou seus aliados contra os revoltosos, auxiliando decisivamente na manutenção do poder do Imperador. Abordar o discurso de Teodora, nesse sentido, ilustra, entre muitas coisas, a relação que ela tinha com o seu cargo e a lucidez em defendê-lo.

Slides 16: Atuação administrativa.

Procópio afirmou, em Histórias Secretas, que durante toda a sua vida comum, Teodora e Justiniano “nunca atuaram um sem o outro[16]”. Neste sentido, Navarro, em artigo, afirmou que o papel da Imperatriz no Império foi bastante relevante, seja em âmbito público ou político.

Um exemplo disso pôde ser observado na obra de Houssaye, quando o autor trata da aversão que Teodora tinha de João da Capadócia e da trapaça criada por ela e Antonina para colocar Justiniano contra o prefeito dos pretórios dos Oriente. O resultado foi a destituição dos cargos públicos e o desterro de João na África. Dessa forma, àqueles que não eram bem quistos na administração do Império pela Imperatriz, eram substituídos por outros que não importasse o valor moral, “desde que servisse bem[17]”.

Slides 17: atuação jurídica.

Houssaye e Ruciman apontam para a influência de Teodora na elaboração de leis que favoreceriam as mulheres, como no caso do divórcio, hipoteca de mulheres[18], e de ficar viúva com a guarda dos filhos[19].

Slide 18: Procópio de Cesárea.

Tudo que se sabe a respeito de Procópio foi escrito por ele mesmo em suas obras Dos Edíficios, Guerras e Histórias Secretas.

Ele nasceu em Cesarea de Palestina, e especula-se que sua origem era nobre. De acordo com a Biografia feita de Procópio em Histórias Secretas, o autor teve em sua bagagem, leituras de autores cristãos e, sua formação jurídica o levou ao cargo de Conselheiro Jurídico em 527.

O ano em que Justiniano ascendeu ao posto de imperador marca “o começo da carreira de Procópio e Belisário[20]”.

Cesarea foi testemunha ocular do período imperial de Justiniano, atuando em diversas campanhas militares ao lado de Belisário e convivendo com os imperadores por alguns anos, quando ficou em Constantinopla por volta de 540.

Slide 19: Narrativa histórica – diário como fonte histórica.

Outra questão relevante para a elaboração deste trabalho liga-se a discussões contemporâneas sobre a escrita da História, que dominada pelo marxismo e pela escola dos Annales “recusa explicitamente os sistemas globais de explicação[21]” e o uso de fontes nomeadas de “oficiais” – àquelas produzidas pelo Estado – como as únicas que possuem a verdade histórica. Contudo, de acordo com Maria Eurydice de Barros Ribeiro, em capítulo “A volta da história política e o retorno da narrativa histórica”, da obra História no plural, com as críticas à narrativa história política e dos eventos, houve uma reorganização que possibilitou a consideração de outras fontes “válidas” como a biografia histórica e a história dos eventos[22], sendo assim, a narrativa, como a realizada por Cesárea em Histórias Secretas, ganha espaço dentro da construção do discurso histórico, com novas problemáticas, ligando-se inclusive à história das mulheres, como no caso deste projeto.

5.       Problematizações.

Slide 20: Sobre a narrativa de Procópio.

É importante ressaltar que a história de Teodora é a apresentada por Procópio e que a ausência de fontes não possibilita a confirmação ou negação da mesma. Houssaye problematiza isso em seu livro, apontando outros relatos que dão à Teodora outra história: uma origem nobre ou o ofício de fiadora de lã. Além disso, ressalta a estranheza do fato de que, durante a revolta de Nika “o populacho que prodigalizava a Justiniano todos os insultos não haja encontrado alguma injuria imunda no passado da Imperatriz[23]”. Afinal, se questiona Houssaye, se a fama de Teodora era tão negativa como que em momento algum isso foi usado para diminuir a imperatriz? Ressaltar esse aspecto é fundamental para entendermos a narrativa que Procópio faz em Histórias Secretas.

Outro ponto a ser levado em consideração de acordo com Navarro, é que a narrativa de Procópio tem por finalidade diminuir o governo imperial de Justiniano, e por isso usa Teodora pra desacreditar seu marido.

Por fim, vale sinalizar que Talbolt, ao descrever sobre as mulheres na sociedade feminina, pormenoriza arranjos nos quais as mulheres eram conscientes de seu papel e agiam dentro de seus espaços.

Anexos

Para consulta de material extra, listo três sites pertinentes à temática indicada: em primeiro lugar, uma plataforma on-line que hospeda um vídeo de tour virtual pelos mosaicos da Igreja de San Vitale, em Ravenna. É nesta Igreja em que os mosaicos de Teodora e Justiniano apresentados neste trabalho estão. O site sinaliza que a Igreja fazparte dos patrimônios mundiais da UNESCO. Disponível em: http://www.ravennamosaici.it/orari-e-prezzi/?lang=en. Acesso: abril de 2018.

Outro material significante se encontra em um portal todo destinado aos estudos da história bizantina, administrado pelo doutorando de História Bizantina, João Vicente Dias, na Universidade Johannes Gutenberg de Mainz, A página é alimentada tanto por Dias, como por estudiosos do Império Bizantino, havendo link para diversos artigos acadêmicos, sites, imagens e fontes que recorrem ao tema. Disponível em: https://imperiobizantino.com.br/. Acesso: abril de 2018.

Por fim, e menos direcionado ao tema, mas ainda sim bastante relevante, indico um site que contém a imagem de diversas moedas retratando a imagem de quase todos os imperadores que reinaram no Império Bizantino, iniciando em Arcádio (383-408) indo até Constantino XI (1448-1453). A significância dessa recomendação dá-se pela importância que as moedas tinham na representação iconográfica dos imperadores e também, nas formas de propaganda imperial, sendo, portanto, fontes significativas para o estudo histórico. Disponível em: http://www.wildwinds.com/coins/byz/i.html. Acesso em abril de 2018.

Referências.

CESAREA, Procópio de. História Secreta. Tradução e notas: Juan Signes Codoñer. Editorial Gredos, Madrid, 2000.

HOUSSAYE, Henrique. “Teodora”. In: Três rainhas do amor: Aspásia, Cleópatra e Teodora. Tradução de Vieira Neto. 2ª. Edição. Editora Paumape: 1990. Pp. 109 – 155.

LACERDA, Sônia. “A volta da história política e da narrativa histórica”. In: História no Plural. Organizado por Tânia Navarro Swain. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1994. Pp. 99 – 108.

NAVARRO, Isabel Lassala. Imagen pública y política de la emperatriz Teodora. Um estúdio a partir de la obra de Procopio de Cesarea. In: Revista Gerión. 2013, v. 31. Pp. 363 – 383.

RUCIMAN, Steven. Capítulo II: “Resumo Histórico”; Capítulo III: “A Constituição Imperial e o reino de direito”. In: A Civilização Bizantina. Rio de Janeiro: Zahar Editores. Pp. 24 – 68.

TALBOLT, Alice-Mary. Capítulo V: “A mulher”. In: O homem bizantino. Direção de Guglielmo Cavallo. (Tradução: Maria Bragança). Editorial Presença. Pp. 117 – 139. 

[1] “Um ensaio sobre o legado do Imperador Justiniano”. Disponível em https://imperiobizantino.com.br/2011/10/16/um-ensaio-sobre-o-legado-do-imperador-justiniano-527-565/. Acesso: junho de 2018.

[2] TALBOLT, Alice-Mary. Capítulo V: “A mulher”. In: O homem bizantino. Direção de Guglielmo Cavallo. (Tradução: Maria Braganç). Editorial Presença. p. 137.

[3] NAVARRO, Isabel Lassala. Imagen pública y política de la emperatriz Teodora. Um estúdio a partir de la obra de Procopio de Cesarea. In: Revista Gerión. 2013, v. 31. p. 366.

[4] TALBOLT, p. 138.

[5] Idem, p. 117.

[6] HOUSSAYE, Henrique. “Teodora”. In: Três rainhas do amor: Aspásia, Cleópatra e Teodora. Tradução de Vieira Neto. 2ª. Edição. Editora Paumape: 1990. p. 125.

[7] Idem, p. 128.

[8] Ibidem, pp. 126-127.

[9] Ibidem, p. 128.

[10] NAVARRO, Isabel Lassala. Imagen pública y política de la emperatriz Teodora. Um estúdio a partir de la obra de Procopio de Cesarea. In: Revista Gerión. 2013, v. 31. P. 366.

[11] CESAREA, Procópio de. História Secreta. Tradução e notas: Juan Signes Codoñer. Editorial Gredos, Madrid, 2000. P. 49.

[12] Idem, p. 59.

[13] HOUSSAYE, p. 135.

[14] Idem, p. 143-144.

[15] Ibidem, p. 140.

[16] CESAREA, p. 40.

[17] HOUSSAYE, p. 151.

[18] Idem, p. 147.

[19] RUCIMAN, p. 63.

[20] CESAREA, p. 12.

[21] LACERDA, Sônia. “A volta da história política e da narrativa histórica”. In: História no Plural. Organizado por Tânia Navarro Swain. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1994. p. 99

[22] Idem, p. 100.

[23] HOUSSAYE, p. 133.