O conceito de santidade no séc. XIII , de acordo com a vida do Rei Fernando III

Rodrigo Prado

Apresentação em slides: O conceito de santidade no séc. XIII , de acordo com a vida do Rei Fernando III

Roteiro para discussão em sala:

No século X, em 993, ocorreu a primeira canonização papal, pois que ocorriam, antes, mais informalmente, celebrações a fiéis considerados dignos de culto, oficializadas por bispos locais. Já no século XI foi então que começou a ocorrer uma organização formal dos processos de canonização, através de uma organização jurídico-canônica.

Para se referir ao caráter extraordinário da vida dos santos, desenvolveu-se o conceito de virtude heróica. Na Summa Theologica, de São Tomás de Aquino, conceitua-se as virtudes que diferenciam um santo de uma pessoa comum.

Coincidentemente, na mesma época de vida de Fernando III,  ou seja, principalmente no século XIII, a organização da canonização por meio de um processo jurídico,  passa a ser mais usual. A princípio, a maneira de proceder era a mesma dos dias de hoje, escolhendo-se uma comissão para investigar até que ponto o candidato à canonização possuía realmente as virtudes heróicas que caracterizam um santo, bem como sobre milagres atribuídos a ele após sua morte.

O processo de investigação relativa aos candidatos à canonização consistia da nomeação de três comissários, entre eles um bispo, que iam à campo, inquirir das testemunhas sobre a vida do candidato a santo, bem como sobre milagres operados por intermédio dele após sua morte. Também participava da ação um notário, que transcrevia o que era relatado. Após toda essa parte do processo, o Papa se reunia com três cardeais, a partir da metade do século XIII,  para deliberar sobre os resultados do processo. Então, realizava-se uma reunião com os cardeais e todos os membros do Sacro Colégio manifestavam sua opinião. Concluía-se o processo com outra reunião, quando bispos e arcepispos presentes na cúria eram consultados. Então era proferida ou não, uma sentença favorável à canonização.

A partir do Papa Urbano VIII, pontífice entre 1623 e 1644, todos os candidatos a santo, exceto os mártires – diferenciados pelo sacrifício máximo em nome da fé – deveriam satisfazer a três requisitos básicos para a canonização: pureza doutrinária, virtudes heróicas e milagres após a morte. A primeira parte visava a evitar que algum herege ou pensador heterodoxo adentrasse a comunidade dos santos; a segunda, distinguir entre os cristãos, aqueles que se diferenciavam a ponto de serem considerados como veneráveis; a terceira, o fato de, estando junto de Deus, poderem interceder pelos vivos, sendo intermediários na ocorrência de milagres.

Já no caso de mártires, o processo era mais simples e rápido, não sendo necessária a confirmação de milagres atribuídos ao candidato à canonização após sua morte, pois o martírio em nome da fé já era considerado um grande sacrifício e era suficiente para a canonização.

                “O processo oficial para a causa dos santos possui quatro etapas: servo de Deus, denominação do fiel a partir do momento em que é solicitado seu processo de beatificação e a Igreja declara que não há impedimentos para o mesmo; venerável, quando o cardeal da região em que residiu o fiel reconhece que o mesmo viveu as virtudes cristãs em grau heróico; beato, quando o fiel, após tornar-se um venerável, alcança uma permissão de culto público limitado, geralmente na região em que viveu, e o processo pode ser continuado para uma possível canonização; e por fim, santo, que seria a elevação definitiva deste fiel pela Igreja, com pronunciamento papal e declaração de culto universal.”  (grifos meus) *

*Em: Silva, Andréia Cristina Lopes Frazão da (UFRJ): “Hagiografia e História – Volume 2 – Banco de Dados dos Santos Ibéricos (séculos XI ao XIII)

Fernando III somente foi canonizado aproximadamente quatro séculos após a sua morte, no século XVII, sendo que o processo como um todo iniciou-se em 1629 e terminou em 1671. Sendo que o Papa, à época, era Clemente X. Nasceu em 1199 e faleceu em 1252.

Seu nome consta do Martirológio Romano. O Martirológio é uma obra onde constam os nomes dos santos oficialmente reconhecidos como tais, pela Igreja Católica. Apesar do nome, Martirológio, não contém apenas os santos mártires, mas todos os santos, sendo periodicamente atualizado. As primeiras edições do Martirlógio Romano datam do século XVI, em 1582 e 1583. Haviam outros martirológios particulares anteriores, mas o Martirológio Romano é o oficial da Igreja, com aprovação papal. Em 1584 o Martyrologium Romanum é aprovado e imposto em toda a Igreja, pelo Papa Gregório XIII, substituindo os outros vigentes na época. Desde então o Martirológio sofreu inúmeras correções, revisões e modificações. As mais recentes trazem correções, principalmente visando a agregar os santos recentemente canonizados. A edição mais atulizada data de 2001, contando com sete mil santos, incluindo a canonização do Papa João Paulo II. Os santos possuem escritos oficiais desde a medievalidade como as hagiografias. Fernando III também aparecia nesse tipo de documentação.

Hagiografias medievais em que Fernando III aparece: Crónica Latina de los Reyes de Castilla (1236), autor: Don Juan, bispo de Osma; Chronica da Vida e Feitos do Muyto Virtuoso e Sancto Iffante Dom Fernando – escrita em português no século XV, autor: João Álvares; Crônica de Don Lucas, bispo de Tuy (1236); Crônica de Don Rodrigo Jiménez de Rada, arcebispo de Toledo (1243).

Certa feita, estava o rei guerreiro à mesa para o almoço, com sua mãe, em Benavente, próximo a León, quando um cavaleiro chegou a toda brida, avisando que alguns cristãos haviam conseguido se apoderar do bairro de Ajarquia, nas proximidades de Córdoba, antiga capital do Império Muçulmano, na época com 300.000 habitantes. Sitiados, pediam socorro a Fernando III. Sem provar nenhum alimento, o rei guerreiro levantou-se imediatamente e foi reunir seus guerreiros, para socorrer seus bravos súditos. Assim, promoveu um cerco à cidade de Córdoba, tendo apertado cada vez mais o cerco até que no dia 29 de junho, festa dos gloriosos apóstolos São Pedro e São Paulo, o exército cristão entrou na cidade dos califas, havia 525 anos em poder dos mouros. A mesquita maior da cidade foi purificada pelo bispo de Osma e transformada em Igreja dedicada à Nossa Senhora. Um fato simbólico: tendo o mouro Almonzor conquistado a Galícia 100 anos antes, havia feito transportar os sinos do santuário de Santiago de Compostela até Córdoba em ombros de cristãos. Pois em reparação a esse ultraja,  Dom Fernando fez com que o mesmo sino fosse transportado de volta à Santiago de Compostela em ombros de mouros.

Quanto ao fato de ser um grande guerreiro, alguém poderá obstar: “como assim, um santo guerreiro? é possível conciliar o combate e morte dos inimigos com a santidade?” Vamos ao contexto. Tratava-se de uma época de muitas batalhas na Guerra da Reconquista Ibérica. E, para os homens de fé da época, era uma grande honra combater por Cristo, combater pela Igreja. Tanto que havia o lema: “quem ama, odeia. e quem odeia, combate!” Ou seja, quem ama a Deus, odeia o mal. E quem odeia o mal, combate. E ainda vale ressaltar que tratava-se de uma guerra justa, pois os povos ibéricos estavam travando uma guerra de defesa – já com mais de 500 anos de atraso, pois foi necessário tempo para que eles se fortalecessem e organizassem . Eles estavam retomando os territórios que lhes haviam sido tomados à força. Os muçulmanos invadiram a Península Ibérica e roubaram, mataram, destruíram e escravizaram, durante mais de 700 anos. Os povos ibéricos estavam travando uma guerra justíssima. A Guerra da Reconquista. E sim, em uma guerra, é necessário matar, quanto mais inimigos melhor, pois assim, torna-se mais fácil a vitória. Aliás, por falar em vitória, Fernando III foi um guerreiro invicto, que nunca perdeu uma batalha ou cerco. Com certeza deve ter matado muita gente nessas batalhas, mas numa guerra, matar não é pecado, é uma necessidade. Era sim uma atitude cristã, uma atitude de fé matar e vencer as batalhas.  E lembremos que nessas batalhas os guerreiros estavam lutando por Cristo e pela Igreja. Para reconquistar o que havia sido tomado deles, há mais de 5 séculos.

Também pode-se obstar que, por ser rei, Fernando III deve ter condenado muita gente à morte. Nada mais óbvio. Como governante, ele tinha o atributo de ministrar a justiça. E lembremos que a Igreja Católica sempre aprovou a pena de morte para criminosos graves. Ou seja, administrar a justiça, inclusive com a pena de morte não é e nunca foi pecado.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

Inquirir, dessas mesmas fontes, até que ponto o Rei Fernando III se enquadra neste conceito de santidade, da época.

O Rei Fernando III era um cristão fervoroso. Costumava levar, às batalhas em que participou, uma estatueta da Virgem Maria. Conta-se também que, ao saber das blasfêmias que os muçulmanos proferiam contra Cristo e ultrajavam a Espanha cristã, ele chorava de indignação.

Foi um bom filho, bom marido e bom pai. Um homem de família, atributo necessário para um bom cristão. Também foi um bom governante, tendo sido amado e admirado por seus súditos. Um excelente guerreiro, aliás, invicto, pois que não perdeu nenhuma batalha, tendo sido um dos principais heróis das guerras de Reconquista da Península Ibérica.

Casou-se duas vezes, pois ficou viúvo da primeira esposa. Tendo tido 10 filhos com a primeira esposa e 5 filhos com a segunda.

Aos 22 anos casou-se com Beatriz de Suábia, considerada a princesa mais piedosa de sua época. Desse matrimônio, nasceram 10 filhos, 7 homens e 3 mulheres. Enviuvando em 1235, casou-se novamente com Joana de Ponthieu, bisneta de Luís VII da França. Dessa união nasceram mais 5 filhos.

Os seus contemporâneos souberam reconhecer três virtudes no grande guerreiro: a rapidez, a prudência e a perseverança. Quando os inimigos o criam em um lado, ele aparecia no outro. E ele sabia prolongar os cercos para economizar sangue.

Igor Salomão Teixeira, que desenvolveu o conceito do tempo de santidade,  mostra que o processo de canonização trabalha com o mesmo formato do inquisitório. Sendo um novidade jurídica, pois não existe nada semelhante nos anos anteriores. O tempo do processo é único por trabalhar sempre em sentido inverso. Somente após a morte do candidato que se inicia a analise positiva de eventos “místicos”. O autor enfatiza que pelos processos de canonização podemos ver a história social acontecendo: o tempo do processo começa a ocorrer dentro da geração que o inicia; em alguns casos o contexto do momento faz a canonização tornar-se efetiva. Exemplo maior é o de são Thomas de Aquino, que o autor demonstra que teve sua canonização acelerada pela necessidade papal e de seus irmãos de comunidade. O teólogo passa ao livros dos santos antes de inimigos lançarem com relação a ele, processos contra sua memória. Memória também é um conceito histórico importante para o pesquisador, pois o peso dos relatos coletados no inquérito criam o relatório, que vai cominar na aprovação do candidato ao nível de santo. Utilizando ao que parece a visão dos contemporâneos sobre os fatos a história da santidade é construída, sendo a partir de Santo Thomas de Aquino uma hagiografia modificada. Mesmo as hagiografias coletando dados históricos, ainda tinham peso de lenda. A historicidade nasce para a canonização no momento que os processos passam a ter justicidade e serem trabalhados pelos seus contemporâneos. No caso de Fernando III, provavelmente o fato de combater um inimigo da Cristandade tenha sido um elemento de peso para a canonização do mesmo. A canonização não está livre das necessidades de época.

Com relação ao “tempo de santidade”, parafraseando o conceito de Igor Salomão Teixeira, podemos dizer que a canonização de Fernando III foi bastante tardia, pois ocorreu somente no século XVII, em 1671, tendo sido iniciado o processo de canonização em 1629. Como ele faleceu em 1252, a sua canonização demorou 419 anos para ocorrer.

Quatro Virtudes necessárias ao monarca, segundo Aristóteles:

Extraído do site: “A Ética Medival Face Aos Desafios da Contemporaneidade”, por Marcos Roberto N. Costa e Luis A. de Boni:

(https://books.google.com.br/books?id=gNLAlaBUUC&pg=PA490&lpg=PA490&dq=quatro+virtudes+necess%C3%A1rias+ao+monarca,+segundo+Arist%C3%B3teles&source=bl&ots=oH3h-YEBAb&sig=uwBUPVXj7-dRtcj4qM0Gy8nSwFc&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwiNp6C5lavNAhWHTZAKHQ2jBZ0Q6AEIUTAI#v=onepage&q=qutro%20virtudes%20necess%C3%A1rias%20ao%20monarca%2C%20segundo%20Arist%C3%B3teles&f=false)

1 – Prudência;

2 – Justiça;

3 – Temperança;

4 – Fortaleza.

Disso decorrem as outras virtudes listadas no livro “El Libro de los Doce Sabios – O Tratado de La Nobleza y Lealtad”, dentre as quais, destacamos:

1 – “El rey o regidor de reino debe ser de La sangre real” (no original, essa é a virtude número III):

“Primeramente dijeron estos sabios que fuese de la sangre real, por cuanto no sería cosa cumplidera ni razonable que el menor rigiese al mayor, ni el siervo al señor. Y más razón es que el grado dependa de la persona que la persona del grado. Y cualquiera que ha de regir reino, requiere a su señoría que sea de mayor linaje y de más estado que los que han de ser por él regidos, porque a cada uno no sea grave de recibir pena o galardón por el bien o mal que hiciere, y no hayan a menguar los súbditos a su regimiento de ser regidos y castigados por él, ni de ir so su bandera cuando cumpliere.”

Com efeito, Don Fernando III tinha sangue real, pois era filho de Alfonso IX, rei de Leão;

2 – “Debe ser el Rey fuerte y poderoso” (no original, essa é a virtude número IV):

“Dijeron que cumplía que fuese fuerte y poderoso y esforzado y enviso. Y razonable es que el que no ha poderío no ha lugar de cumplir justicia, ni de regir ni hacer ninguna cosa de las que a regimiento de reino pertenecen, que puesto que sea de sangre real, si poderío no ha, no podrá regir los poderosos ni los flacos tan solamente. Que el oficio la persona lo hace ser grande o menguado según la cantidad o calidad del que lo oficia, como ya hayamos visto muchos de sangre real y aún reyes y príncipes. Y porque no son poderosos, son en gran caimiento y perdimiento, y en gran pobreza, y abiltados [afrentados] y sojuzgados de otros de menos linaje que ellos. Y si han estas dos y no es esforzado y fuerte, no le aprovecharía, que sin esfuerzo no puede ser hecha ni acabada ninguna cosa buena ni mala, como la cobardía sea la cosa más vil y menos temida que todas las del mundo. Y por esfuerzo y fortaleza vimos acabados muchos grandes hechos y obras maravillosas. Y la fortuna de si misma ayuda a los osados. Y el que ha de regir reino si esfuerzo y fortaleza no hubiese, no podría venir en perfección de su regimiento ni dar fin a ningún buen hecho. Y los que con el reino tuviesen guerra, cobrarían osadía viéndolo más flaco y de poco esfuerzo y fortaleza, y muy de ligero podría el reino perecer cuando no tuviese cabecera buena, como muchas veces hayamos visto muchos reinos ser perdidos por haber rey o príncipe o regidor cobarde y flaco y de poco esfuerzo, y por contrario con esfuerzo y fortaleza llevar lo poco a lo mucho y lo menos a lo más, y ser defendidas muchas tierras por ello. Y el fuerte y esforzado témenlo y no se atreven a él los suyos ni los extraños, y más vence su nombre que el golpe de su espada. Mas no cumple que sea fuerte ni esforzado a las cosas flacas y de poco valor, que la fortaleza y esfuerzo se debe usar en sus tiempos y lugares debidos y convenientes que a gran hazaña o regimiento pertenezcan. Y que no haya temor de regir así al fuerte como al flaco. Donde dijo el filósofo: «Fortaleza es de si misma queja de atender la virtud del su nombre.”

Sem dúvida nenhuma, Don Fernando III foi um grande guerreiro, tendo essas virtudes em alto grau, tanto que foi um herói da Reconquista Ibérica, tendo sido um guerreiro invicto, pois não perdeu nenhuma batalha;

3 – “Que habla de La castidad y de las sus virtudes” (no original, essa é a virtude número VII):

“Dijeron que fuese casto por cuanto castidad en el príncipe es una maravillosa virtud. Y no tan solamente aprovecha a los que la tienen mas a todos sus súbditos, por cuanto necesaria cosa es que los que han de complacer a alguna persona que sigan su voluntad y ordenanza, y hagan manera de obrar aquellas cosas que saben que son cercanas a su voluntad, por tal de haber la su gracia y merced, especialmente de los magníficos príncipes y reyes. Y como en espejo se catan las gentes en el príncipe o regidor casto, y ámanselo y lóanlo y codícianle todo bien, y ruegan a Dios por su vida, y no han duda que les tomará las mujeres ni las fijas ni les hará por ende deshonra ni mal. Y es muy cercano salvamento del alma, y maravilloso loor al mundo, y es extraña señoría y gracia de Dios en las batallas, como muchas veces hayamos visto los príncipes castos ser vencedores y nunca vencidos. Y tomemos ejemplo en el Duque Gudufré [Godofredo IV de Bullón] y en otros muchos príncipes cuantos y cuan grandes fechos y maravillosas cosas hicieron y acabaron por la castidad, lo cual las historias maravillosamente notifican. Y por la lujuria vimos perdidos muchos príncipes y reyes, y desheredados sus reinos, y muchas muertes y deshonras y perdimientos así de cuerpos como de almas de que damos ejemplo en el rey David y el destruimiento que Dios hizo por su pecado, y en el rey Salamón que adoró los ídolos, y en Aristótiles y Virgilios, y en el rey Rodrigo que perdió la tierra de mar a mar, y en otros reyes y príncipes y sabedores que sería luengo de contar de que las historias dan testimonio.

Y por ende hablando de castidad dijo el primero sabio: «Castidad es vencimiento de maldad, espejo de alma, y corona del paraíso, señora de las batallas, precio de los reyes, especial gracia de Dios.» El segundo sabio dijo: «Castidad es vida sin muerte y placer sin pesar.» El tercero sabio dijo: «Castidad es vencimiento de voluntad y gloriosa naturaleza.» El cuarto sabio dijo: «Castidad es nobleza de corazón y lealtad de voluntad.» El quinto sabio dijo: «Castidad es durable remembranza y perfecta bienaventuranza.» El sexto sabio dijo: «Castidad es amiga de sus amigos y enemiga de sus enemigos, cimiento de nobleza, y tejado de virtudes.» El seteno sabio dijo: «Castidad es acatamiento de los nobles y deseo de los ángeles», y dijo «Castidad es magnífica elección y muy acabada discreción.» El octavo sabio dijo: «Castidad es memoria en el mundo, y juicio no corrompido.» El noveno sabio dijo: «Castidad es verdura sin sequedad, y fuente de paraíso.» El décimo sabio dijo: «Castidad es animal amor y obra sin error.» El onceno sabio dijo: «Castidad es apuramiento de nobleza, elección de fe, templamiento de voluntad, morada limpia, y hermosa rosa oliente, puro diamante, amor de pueblo, consolación de los religiosos, gemido de los lujuriosos.» Y por ende a todo príncipe o regidor es necesario la castidad, y es cosa cumplidera para el pueblo. Y si es en omne mancebo y hermoso no puede ser más maravillosa su virtud.”

“O rei deve ser casto”

Don Fernando III também se enquadra perfeitamente nessa virtude, pois casou-se e teve 15 filhos, 10 da primeira esposa, com quem se casou aos 22 anos, Beatriz da Suábia – considerada a princesa mais piedosa do seu tempo, e 5 da segunda, com quem se casou em 1237, com 38 anos – Joana de Ponthieu, bisneta de Luís VII da França, sendo que desses 5 filhos, 2 morreram muito cedo. Sendo que apenas casou-se pela segunda vez, pois ficou viúvo da primeira esposa. Naturalmente que a castidade é o celibato para os que se dedicam á vida religiosa – monges, padres e freiras – mas para os casados é ser fiel e fértil;

(Informações extraídas do site:  http://heroismedievais.blogspot.com.br/2011/08/o-invicto-sao-fernando-iii-rei-de-leao.html )

4 – “Que el Rey debe ser sañudo a los malos” ( no original, essa é a virtude número IX):

“Sañudo debe ser el rey o príncipe o regidor de reino contra los malos y contra aquellos que no guardan servicio de Dios, ni pro común de la tierra, y roban a los que poco pueden, y les toman lo suyo contra su voluntad o cometen o hacen traiciones o maldades, o yerran contra su persona no lo temiendo, y atreviéndose a él. Que el príncipe o rey o regidor que no es sañudo a los malos ni muestra los yerros a los que lo merecen, y no da por el mal pena y por el bien galardón no es digno de regimiento, que regidor de reino tanto quiere decir como pastor de las ovejas, que ha de dar vía por donde usen y vayan, destruidor de los malos, enmendador de los malos usos y costumbres, rehacedor de los bienes, igualador de las discordias, veces con saña, veces con buena palabra, enseñador de las virtudes, destruidor de los pecados, y pena de la maldad y gloria de la bondad, defendimiento de pueblo, poblador de tierra, pértiga de justicia. Y por ende le es cumplidera la saña contra los malos y crueles y desordenados en sus hechos, que el príncipe o señor en quien no hay saña o crueldad cuando cumple no puede bien regir reino, que cada uno se atreve a mal obrar en esfuerzo de no ser castigado. Y más temor pone la saña del rey o del regidor que es conocido por justicia que la justicia que hace o manda hacer, y más la debe mostrar a los grandes que a los pequeños, que ganado lo más, lo menos es cosa vencida. Y muy gran castigo es al pueblo ver quebrantada la soberbia de los grandes que ser sometidos a justicia. Razón clara y muy conocida es de que las obras pasadas dan testimonio.”

Don Fernando III era um rei justo, sendo severo (sañudo significa irado) para com os maus, sendo por essa e outras virtudes, admirado por seu povo;

5 – “El rei o príncipe o regidor debe ser piadoso a los buenos y humildes y a los pobres y lacerados que no han esfuerzo” (no original, essa é a virtude número XVI):

“Piadoso debe ser el rey o príncipe o regidor de reino a los buenos y humildes a que ocasión y no voluntad de obra trajo a errar, y a los pobres y lacerados que no han esfuerzo ni ayuda, y a los huérfanos y tristes y lacerados y enfermos y viudas y amenesterosos, y a los que cayeron de su estado. Por cuanto la piedad es espejo del alma y cosa que place mucho a Dios, y por ella vino al mundo a nos salvar, por duelo y piedad que tuvo del su pueblo, que no pereciese. Y es muy santa virtud, y llave del salvamiento.

Donde dijo el primero sabio: «Piedad es espíritu de Dios que vino de su propia silla.» El segundo sabio dijo: «Piedad es fuente de paraíso.» El tercero sabio dijo: «Piedad es gloria de las ánimas.» El cuarto sabio dijo: «Piedad es ordenada contrición que sale de las entrañas.» El quinto sabio dijo: «Piedad es espada de vencimiento de los pecados.» El sexto sabio dijo: «Piedad es amor divinal.» El seteno sabio dijo: «Piedad es morada gloriosa.» El octavo sabio dijo: «Piedad es camino de paraíso.» El noveno sabio dijo: «Piedad es flor sin sequedad y verdura por siempre.» El décimo sabio dijo: «Piedad es conocimiento de razón, esclarecimiento de voluntad, obra de santidad, elección de fe, apuramiento de saber, loor de pueblo, fuente que siempre corre, agua de dulzor.”

Assim como Don Fernando III era “sañudo” com los malos, também sabia Recompensar as pessoas que mereciam, por fazer o bem. E sabia ser caridoso com as pessoas pobres e humildes;

Um exemplo interessante dessa virtude ocorreu pouco tempo após a reconquista da cidade de Córdova, quando Fernando III chegou a Córdova, um tempo depois e havia uma grande fome na cidade. Então, ele providenciou comida para a população.*

Outro episódio interessante foi a refeição que o próprio Don Fernando III serviu para mendigos no seu Castelo, provavelmente em alguma data especial, como Natal ou Páscoa. **

*(extraído do livro “Crónica General de España, que mandó componer Alfonso X el sabio e se continuaba bajo Sancho IV em 1289”)

** (extraído do site  http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/5D3A5101-F1E5-821C-6656C04661C2D906/mes/Maio2011  )

6 – “Que habla de como el Rey debe catar primero los fines de sus guerras y ordenar bien sus fechos”(no original, essa é a virtude número XXVII):

“Otrosí tú conquistador que deseas hacer todo bien y traer muchas tierras y provincias a la fe de Dios, los comienzos ligeros los tienes, mas cumple de catar los fines y ordenar bien tus hechos en manera que seas honrado y tu hecho y señorío vaya adelante y prevalezca, y no te sea necesaria la necesidad en tus hechos, ni queden en medio de la carrera como quedan de muchos que bien no ordenan sus haciendas y perecen por mala ordenanza, de que habemos ejemplo en muchas cosas pasadas. Y desi, para tu bien guerrear, cúmplete primeramente ser amado y temido de los tus vasallos, y de los tuyos, y debes pensar que es la conquista que tomas y las más maneras y provechos que tienes para ello, y las gentes y el tiempo y las cosas que te pueden embargar.

Y si no vieres la tuya, espera tiempo y sazón, y ordénate de guisa que tus hechos vayan adelante, que buena es la tardanza que hace la carrera segura. Y para el tiempo que conocieres ser bueno y cumplidero sigue esta ordenanza y virtud más aína a tu perfección de tu intención, que nos bien vemos el tu santo deseo y querríamos que tuvieses buen fin. Y por ende primeramente antes de todas las cosas pon tus hechos en Dios y en su gloriosa Madre, y encomiéndate a Él, que a Él se debe la paz de la tierra, y todos los malos sojuzga, y Él es el Señor de las batallas, y siempre crecerá tu nombre, y tu estado irá adelante todos tiempos. Lo segundo, ordena toda la tierra y señoría a toda buena ordenanza y justicia, y haz sujetos los fuertes y los flacos a la razón, y de cómo todos deben usar según antes desto te dijimos. Lo tercero, tu intención sea más de crecer en la ley de Dios que no por haber las glorias mundanales, y por aquí habrás más aína perfección de todo.”

Don Fernando III sabia o porquê de fazer guerra aos muçulmanos que haviam invadido a Península Ibérica – ou seja, tratava-se de uma guerra justa, pois que era uma defesa já bastante tardia, uma reconquista; e santa, pois que havia recebido o título de cruzada, pelo Papa Gregório IX – além de que planejava e executava bem as batalhas que empreendia;

Exemplos de cidades que Don Fernando III reconquistou dos muçulmanos: Eçijá, Estepa, Almodouar, Siete filla, Santaella, Moratiella, Fornachuelos, Mirabel, Fuente tomiel, Çafra Pardal, Çafra Mogon, Rut, Bella, Montor, Aguylar, Benmexit, Zanbra, Ossuna, Baena, Casçalla, Marchena, Çueros, Cuheret, Luc, Porcuna, Cot, Moron, Yllora, Alcala de Guadera, Cantillana, Gerena, Alcala del Rio, Lora e Guillena. ***      Bem como outras cidades mais importantes, porque maiores: Córdova, Sevilha, Mérida, Múrcia, Alicante, Jaén, Valência, Cartagena, Villena, Cádiz, Tarifa, Alcântara, Évora, Montiel, Castellón, Morelia, Badajoz, Orihuela.

***(extraído do livro “Crónica General de España, que mandó componer Alfonso X el sabio e se continuaba bajo Sancho IV em 1289”)

Sobre a fé de Don Fernando III não há dúvidas que ele era um homem de Deus, não há dúvida que recebeu a fé desde a mais tenra idade, pois que sua mãe soube muito bem educá-lo e tendo lhe ensinado a fé e o amor a Deus. Cumpre narrar um fato assaz interessante, tratando-se do costume que Don Fernando III tinha de levar às suas batalhas uma estatueta de Nossa Senhora, como sinal distintivo da sua fé na intercessão da Mãe de Deus.

 Ainda sobre os cuidados de sua mãe, cumpre narrar o fato:

“Quando contava aproximadamente dez anos, Fernando foi acometido por doença mortal, não podendo dormir nem comer. Tomando-o, dona Berengüela cavalgou com ele até o mosteiro de Oña, onde passou a noite rezando e chorando aos pés da Virgem milagrosa.
Então, diz um cronista da época, “o menino começou a dormir, e depois que acordou, logo pediu para comer”. *****

***** (extraído do site:     http://heroismedievais.blogspot.com.br/2011/08/o-invicto-sao-fernando-iii-rei-de-leao.html  )

“Ao escolher o lema de seu escudo real, a preferência de Fernando recaiu sobre um trecho do Salmo 28: “Dominus adjutor meus” – “O Senhor é a minha força”, frase por meio da qual traduziu seu ideal de vida. Um profundo senso do divino animava o soberano, o qual deu-lhe, desde cedo, a convicção de que, sem a ajuda do Altíssimo, a sua mão não empunharia o cetro com a devida firmeza, nem conduziria o povo em conformidade com a sua vontade.”******

******(extraído do site:     http://www.arautos.org/artigo/37335/Sao-Fernando-de-Castela–O-santo-rei-vitorioso.html  )

7 – “Que Cuando el rey hubiere de hacer entrada a outro reino, o a conquistar alguna tierra, que vaya poderosamente”  (no original, essa virtude é o número XXXII):

“Cuando hubieres de hacer entrada a otro reino o conquistar alguna tierra y fueres por tu persona, cumple que vayas poderosamente y con tal gente como habemos dicho. Y no entres por parte donde no hubiere agua, que todavía el mantenimiento es necesario. Y entra en tiempo que halles hierba verde o seca o algún mantenimiento para tu gente, y no te pares sobre lugar hasta que primeramente tales o destruyas toda la tierra, y traigas y tomes todos los ganados y panes y viandas que hallares. Y después, tu cometimiento sea a lo más recio y a lugar, que ganándolo te sea gran honra, y no poderlo ganar poca mengua, que lo más vencido lo menos vencido lo tienes. Que en todas las cosas la buena discreción ensalza a los omnes y les da crecimiento de honra. Entrando en tiempo y con tiempo tienes dos ventajas, y no puedes escapar sino honrado. Lo primero porque do fueres, hallarás que comer tú y tus compañías. Lo segundo porque aunque algo te fallesca, te lo pueden llevar de lo tuyo, y puedes estar, y seguir tu demanda cuando quisieres.”

Bem, sobre isso já comentamos em outros itens. Don Fernando III era corajoso e planejava bem suas batalhas e, sem dúvida, quando empreendia uma batalha, avançava poderosamente, tanto que nunca perdeu uma batalha, sendo um guerreiro invicto.

8 – “Em que el Rey no se arrebate a hacer ningún hecho hasta que lo piense” (no original, essa é a virtude número XLII):

“No te arrebates a hacer ningún hecho hasta que primeramente lo pienses, salvo cuando vieres a tus enemigos delante ti. Que aquí no hay que pensar, salvo herir reciamente y pasar adelante.”

Com efeito, Don Fernando III era um rei sábio, não tendo o costume de tomar decisões arrebatadas, inpensadas. Ele pensava antes de agir, e planejava tudo cuidadosamente;

9 – “En que el pueblo no entienda en el Rey cobardía nin temor alguno” ( no original, essa é a virtude número XLIV):

“No entienda el tu pueblo en ti cobardía ni temor. Y la tu voz sea fortaleza y esfuerzo a los tuyos. Y al que vieres bien hacer muchas veces, no le dejes comenzar locura ni obra que, por bien que haga, no saque fruto. Como muchas veces vimos morir muchos buenos por desordenanza, y por cometer hechos vanos.”

Sem dúvida, o povo sob o seu governo confiava em Don Fenando III, não encontrando nele covardia nem temor algum. Sua coragem e sabedoria infundiam no povo respeito e admiração.

Nisso Fernando III baseava a sua coragem, na fé: “Ao escolher o lema de seu escudo real, a preferência de Fernando recaiu sobre um trecho do Salmo 28: “Dominus adjutor meus” – “O Senhor é a minha força”  “

(extraído do site: http://www.arautos.org/artigo/37335/Sao-Fernando-de-Castela–O-santo-rei-vitorioso.html  )

A Edificante morte do rei São Fernando III de Leão e Castela:

Primeiramente em português:

“No dia 30 de maio de 1252, a Espanha perdeu este grande defensor da fé e da justiça. Já em seu leito, chamou seu filho D. Filipe e membros da Igreja para que lhe trouxessem uma cruz e a Santíssima Eucaristia. Quando estas chegaram, o rei Fernando, mesmo doente, se ajoelhou e chorou com grande contrição, adorando Nosso Senhor Jesus Cristo, que padeceu na cruz tantos tormentos pelos nossos pecados. Despiu-se de suas vestes reais, usando uma corda de penitente no pescoço, chamou os seus filhos Afonso, Frederico, Henrique, Filipe e Manuel, todos filhos de D. Beatriz da Suábia, e também Fernando, Leonor e Luís, filhos de sua segunda esposa, D. Joana D’Aumalle, condessa de Ponthieu, e seus nobres de Castela. Pediu a mão de Afonso, seu primogênito e futuro rei, e lhe deu muitos e sábios conselhos.

Sentia faltar-lhe forças. Olhou para o céu e disse: “Senhor Jesus Cristo, rei dos reis e senhor de toda a terra, Tu deste-me um reino para governar que eu não tinha, e me exaltaste em honra e poder mais do que eu merecia. Agora, Senhor, te entrego o reino que me deste com a melhoria que eu pude fazer e Te peço, por misericórdia, que receba a minha alma em Tua glória.” Com um círio bento nas mãos, sendo um legítimo e magnânimo rei, pediu perdão a todos os presentes por qualquer coisa que lhes tivesse feito. Os clérigos cantaram o Te Deum Laudamus, e São Fernando III faleceu, murmurando a oração.”

(extraído do site:       http://verafidei.blogspot.com.br/2016/03/sao-fernando-iii-o-santo-e-heroico-rei.html  )

                Agora, introdução em português e narração do falecimento em castelhano medieval:

Hoje, dia 30 de maio, a Igreja celebra a memória de São Fernando III, que foi rei de Castela de 1217 a 1252, e rei de Leão de 1230 a 1252. São Fernando favoreceu largamente as igrejas, conventos e mosteiros de seu reino, tendo também reconquistado grande parte do território da atual Andaluzia das mãos dos mouros, e suas guerras contra os muçulmanos na Península Ibérica receberam dos Papas os mesmos privilégios que eram concedidos aos cruzados que combatiam na Terra Santa. Faleceu em 30 de maio de 1252, tendo sido enterrado com o hábito da ordem terçeira franciscana, da qual fazia parte. Segue abaixo o relato de sua piedosa morte, na qual vemos a sua profunda devoção eucarística, seu exemplo de santidade e seus conselhos para seu primogênito acerca de um bom e santo governo do reino, bem como sua total entrega à vontade divina:

“Et pues que este bienauenturado et sancto rey don Fernando vio que era conplido el tienpo de la su uida et que era llegada la ora em que auia de finar, fizo traer y el su Saluador, que es el cuerpo de Dios, et la cruz en que esta su semeiança de Nuestro Sennor Jeshu Cristo. Et quando uio venir contra sy el freyre que lo aduzie, fizo vna muy marauillosa cosa de grant omildat: ca a la ora que lo asomar vio, dexose derribar del lecho em tierra, et teniendo los ynoios fincados, tomo vn pedaço de soga que mandara y apegar, et echosela al cuello. Et demando primero la cruz, et pararongela delante, et encrinose mucho omildosamiente contra ella; et tomola em las manos com muy grant deuocion, et començola a orar nonbrando quantas penas sofriera Nuestro Sennor Jeshu Cristo en ella por nos, cada vna sobre sy, et como las reçibiera, besandola muchas vezes, feriendo en los sus pechos muy grandes feridas, llorando muy fuerte de los oios, et culpandose mucho de los sus pecados, et manefestandolos a Dios et pediendol merçed et perdon, et crendo et otorgando todas creençias verdaderas que a todo el fiel Cristiano conuien creer et otorgar Desi demando el Cuerpo de Dios su Saluador, et pararongelo delante otrosy; et el teniendo las manos iuntas contra el con tan grant omildat, llorando muy de rezio, deziendo muchas palabras de grant creençia et de grant dolor; et desque el sancto rey ouo conplido todas estas conuenibles cosas de grant creençia que el fizo, reçibio el cuerpo sancto de Dios de mano del dich arçobispo don Raymundo de Seuilla. Pues que el cuerpo de Dios ouo reçibido commo dicho auemos, fizo tirar de si los pannos reales que uestie, et mando et fizo llegar y sus fijos derredor de si todos, […]. Et desque estos todos sus fijos, que y estauan, derredor de sy vio, et todos sus ricos omnes com ellos, et la reyna su muger cerca de sy muy triste et muy quebrantada, et non menos todos quantos otros y estauan, lugo primeramiente fizo açercar a si don Alfonso su fijo, et alço la mano contra el, et sangtiguolo et diol su benediçion, et desi a todos los otros sus fijos. Et rogo a don Alfonso que llegase sus hermanos a sy, et los criase et los mantouiese bien, et los leuase adelante quanto podiese, et rogol por la reyna que la touiese por madre et que la onrrase et la mantouiese sienpre en su onrra commo a reyna conuiene, et rogol por su hermano don Alfonso de Molina, et por las otras hermanas que el auie, et por todos los ricos omnes de los sus regnos, et por los caualleros que los onrasse et lês feziese sienpre algo et merçed et se touiese bien com ellos et les guardase bien sus fueros et sus franquezas et sus libertades todas, a ellos et a todos sus pueblos. Et si todo esto que el encomendaua et rogaua et mandaua conpliese et lo feziese asi, que la su bendiçion conplida ouiese; et sy non, la su maldiçion; et fizol responder ‘amen’. Et dixol mas: ‘fijo, rico fincas de tierra et de muchos buenos vasallos, mas que rey em la cristandat ssea; punna em fazer bien et ser bueno, ca bien as com que’ Et dixol mas:‘Ssennor te dexo de toda la tierra de la mar aca, que los moros del rey Rodrigo de Espanna ganado ouieron; et en tu sennorio finca toda: la vna conquerida, la otra tributada. Sy la en este estado em que te la yo dexo la sopieres guardar, eres tan buen rey commo yo; et sy ganares por ti mas, eres meior que yo; et si desto menguas, non eres tan bueno commo yo’.
Conplindo et dicho todo esto que el sancto et bienauenturado rey don Fernando et a saluamiento de su alma et a conplimiento de los sacramentos de sancta eglesia fizo, et de todas las otras cosas que dichas son, diz la estória aun del, que pues que su Saluador, que es el cuerpo de Dios, vuo recebido, et aorada la cruz, et ouo tirado de si los pannos reales, commo dixiemos – que fue llegada la ora en que su Saluador enbiaua por el – et el, deque la ora entendio que era llegada et vio la sancta conpanna quel estaua atendiendo, alegrose mucho; et dando ende grandes graçias et grandes loores a nuestro Sennor Jhesu Cristo, demando la candela que todo Cristiano deue tener en mano al su finamiento, et dierongela; et ante que la tomase, tendio las manos contra el çielo, et alço oios contra el su Criador, et dixo: ‘Sennor, disteme regno que non auia, et onrra et poder mas que yo non meresçi; disteme uida, esta non durable, quanto fue tu plazer. Sennor, gracias te do, et rendote et entregote el regno, que me diste, con aquel aprouechamiento que yo pud fazer; et oferezcote la mi alma’. Et demando perdon al pueblo et a quantosy estauan, que sy del, por alguna mengua que em el ouiera, que rella alguna auien, quel perdonassen. Et todos, llorando mucho de los oios, recodieron que rogauan a Dios quel perdonase, ca dellos perdonado yua. Desi tomo la candela com amas las manos, et alçola contra el çielo, et dixo:‘Sennor, desnudo Sali del vientre de mi madre que era la tierra, et desnuyo me ofresco a ella. Et, Sennor, reçibe la mi alma entre conpanna de los tus sieruos’. Et baxo las manos con la candela, et adorola em creencia de Sancti Spiritu. Et mando a toda la clerezia rezar la ledania et cantar Te Deum laudamus en alta boz. Desi, muy sinplemiente et muy paso, enclino los oios et Dio et espiritu a Dios. Et la su alma sea heredada con los sus santos fieles em la gloria de su sancto reyno durable; amen.” (Primera Crónica General de España que mando componer Alfonso el sabio y se continuaba bajo Sancho IV en 1289, capítulos 1132 e 1133)

(Extraído so site:    http://civilitaschristiana.blogspot.com.br/2011/05/edificante-morte-do-rei-sao-fernando.html  )

Postado por Rafael de Mesquita Diehl.

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                Oração a São Fernando:

Ó Deus, que destes a São Fernando a graça de governar com justiça e caridade, para o bem de seu povo e de seu país, dai também a nós a graça de governar nossas vidas com amor, justiça e verdade, para que sejamos felizes e façamos felizes aqueles que convivem conosco. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo, amém. São Fernando, rogai por nós.”

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Uma curiosidade: há uma cidade, no Rio Grande do Norte, chamada São Fernando:

https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Fernando_(Rio_Grande_do_Norte)

https://www.google.com.br/search?q=cidade+de+s%C3%A3o+fernando+rio+grande+do+norte&espv=2&biw=1366&bih=643&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0ahUKEwih5tPvgMnMAhWIGZAKHUNVBasQsAQIMw&dpr=1#imgrc=_

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Retirado do Martirológio Romano:

Hispali, in Hispania, sancti Ferdinandi Tertii, Castellae et Legionis Regis, ob virtutum praestantiam cognomento Sancti; qui, fidei propagandae zelo clarus, tandem, devictis Mauris, ad caeleste regnum, terreno relicto, feliciter evolavit.

O texto, em latim, reforça o ímpeto de Fernando III como um fervoroso cristão, que combateu em nome da fé.  Como zeloso da fé, contra os mouros.

 Tradução:

Natural de Sevilha (Hispali), em Espanha, São Fernando III, rei de Castella e Leão, com uma virtude excepcional que lhe dava o nome de santo; o qual, propagou a fé com zelo brilhante, finalmente, devoto de Maurício, em direção ao Reino Celeste, deixou o mundo, de maneira feliz ascendeu.

METODOLOGIA:

A primeira intenção é mostrar aos alunos através de exposições no Power Point, intercalando com ilustrações obtidas nos diversos sites pesquisados, de fotos de estátuas de Fernando III, de pictografias – como aquela em que Fernando III aparece servindo uma refeição aos mendigos no Castelo, bem como do vídeo em uma encenação teatral, mostra-se Fernando III em um diálogo com um sultão muçulmano, antes de uma batalha. Essa encenação é muito bem feita, tanto que passa uma idéia do clima da época, com indumentárias adequadas, cenário, etc. Naturalmente que, antes das ilustrações, exporemos o conceito de santidade no séuculo XIII, de acordo com os diversos textos e livros pesquisados. Bem como as características de Fernando III, que fazem com que ele seja considerado digno de ser canonizado.

CRONOGRAMA:

1-a semana de abril (1-o a 7 de abril): estudar novamente os textos de Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva;

2-a semana de abril (8 a 15 de abril): estudar os textos de Igor Salomão Teixeira;

3-a semana de abril (16 a 23 de abril): estudar os textos de Isabela Ferreira dos Santos, Georgina Silva dos Santos, João Guilherme Lisbôa Rangel e Cristina Deta Cesar de Menezes e texto sobre São Bernardo de Claraval;

4-a semana de abril (24 a 30 de abril): estudar “El Libro de Los Doce Sabios” e a parte da “Cronica General de España” onde aparece a vida de Fernando III;

1-a semana de maio (1-o a 7 de maio): idem;

2-a semana de maio (8 a 15 de maio): ibidem;

3-a semana de maio (16 a 23 de maio): estudar “Os Mestres Medievais”, do Papa Bento XVI;

4-a semana de maio (24 a 31 de maio): preparar os comentários para as ilustrações;

1-a semana de junho (1-o a 7 de junho): idem;

2-a semana de junho (8 a 15 de junho): preparar o Power point da aula;

3-a semana de junho (16 a 23 de junho): idem;

ANEXOS:

1 – Foto da estátua de São Fernando na Catedral de Sevilha;

http://heroismedievais.blogspot.com.br/2011/08/o-invicto-sao-fernando-iii-rei-de-leao.html

Imagem de uma estátua de São Fernando III, que se encontra na Catedral de Sevilha:

2 – Pictografia de São Fernando  “Índice de los Privilegios Reales”, Catedral de Santiago de Compostela;

http://heroismedievais.blogspot.com.br/2011/08/o-invicto-sao-fernando-iii-rei-de-leao.html

Imagem de pictografia de São Fernando de Castela, índice de los privilégios reales, que se encontra na Catedral de Santiago de Compostela:

3 – Foto de estátua de São Fernando, Altar de Sevilha;

http://heroismedievais.blogspot.com.br/2011/08/o-invicto-sao-fernando-iii-rei-de-leao_31.html

Imagem de estátua de São Fernando, que se encontra no altar de uma igreja de Sevilha:

4 – Foto do corpo de São Fernando em urna, Sevilha;

http://heroismedievais.blogspot.com.br/2011/08/o-invicto-sao-fernando-iii-rei-de-leao_31.html

Imagem de urna com o corpo de São Fernando em uma igreja de Sevilha:

5 – Pictografia de Dona Berengüela, mãe de São Fenando;

http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/5D3A5101-F1E5-821C-6656C04661C2D906/mes/Maio2011

Imagem de pictografia de Dona Berengüela, mãe de São Fernando:

6 – Pictografia de cena onde aparecem São Fernando servindo aos mendigos uma refeição no Palácio;

http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/5D3A5101-F1E5-821C-6656C04661C2D906/mes/Maio2011

Imagem de uma pictografia na qual aparece São Fernando servindo uma refeição, pessoalmente, aos mendigos, no Palácio:

7 – Mapa da Península Ibérica, mostrando o território conquistado por Fernando III;

http://castelohistorico.blogspot.com.br/search/label/Generais%20da%20Idade%20M%C3%A9dia

Imagem de mapa que mostra a região da Península Ibérica reconquistada nas batalhas em que Fernando III participou:

8 – Pintura de Fernando III feita por Bartolomé Esteban Murillo;

http://castelohistorico.blogspot.com.br/search/label/Generais%20da%20Idade%20M%C3%A9dia

Imagem de pintura de Fernando III, feita por Bartolomé Esteban Murillo:

9 – Pintura de Francisco Pacheco: “Fernando III conquista Sevilha”;

http://castelohistorico.blogspot.com.br/search/label/Generais%20da%20Idade%20M%C3%A9dia

Imagem de pintura de Francisco Pacheco, que mostra a Conquista de Sevilha, por Fernando III:

10 – Pintura de Fernando III rezando, por Bartolomé Esteban Murillo;

http://castelohistorico.blogspot.com.br/search/label/Generais%20da%20Idade%20M%C3%A9dia

Imagem de pintura de Bartolomé Esteban Murillo, que retrata Fernando III rezando:

11 – Foto de estátua de São Fernando, catedral de Sevilha;

http://www.acnsf.org.br/article/37335/Sao-Fernando-de-Castela–O-santo-rei-vitorioso.html

Imagem de estátua de São Fernando de Castela, que se encontra na Catedral de Sevilha:

12 – Foto de estátua de Dona Berengüela, por Alfonso de La Grana, Parque do Retiro, Madri;

http://www.acnsf.org.br/article/37335/Sao-Fernando-de-Castela–O-santo-rei-vitorioso.html

Imagem de estátua de Dona Berengüela, mãe de São Fernando, feita por Alfonso de La Grana, que se encontra no Parque do Retiro, em Madri:

13 – Leitura do “diálogo sincero entre um rei santo e um ímpio maometano”, com a respectiva tradução. Após, mostrar o vídeo em que aparece a encenação teatral do diálogo; Mostrar também fotos de “CAravaca de La Cruz” santuário erigido para custodiar a relíquia da Cruz; foto de “Caravaca de La Cruz – confraria de mouros”; foto de “CAravaca de La Cruz – confraria de cristãos”; foto do andor da relíquia da Cruz em Caravaca;

http://oracoesemilagresmedievais.blogspot.com.br/2016/01/um-dialogo-sincero-entre-um-rei-santo-e.html#more

Sultão: Tranquilo, sim… o deve estar, e com sobrada razão, quem não tem coração, ou como o teu, que é de neve!

De grande ruindade se necessita – disse ruindade?, de covardia! – para vir neste dia falar de uma Cruz bendita, de um Deus que será um qualquer, e que na verdade e não gracejando, será um criado de Maomé dos de mais baixa extração.

São Fernando: Ímpio, cala esses lábios!

Sultão: Cristão, não alces o grito, pois para um lenho e um mito não há ofensa nem agravos. Seu valor é tão minguado e tão mesquinho seu preço, que só com meu desprezo considero-o muito bem pago.

Já verás, grande General, dentro de breves momentos, essas cruzes e esses contos aonde vão parar.

Já verás o fim que têm teus orgulhos altaneiros e esses míseros guerreiros que lutar contra mim vêm. Sangue, lodo e confusão ficarão apenas deles antes que o Sol seus resplendores retire desta mansão.

E ao golpe dos cutelos de minhas hostes agarenas [descendentes de Agar] cobrirão estas arenas os corpos dessas falanges, e uma por uma cortadas suas cabeças desgrenhadas, em minhas altas fortalezas ordenarei sejam penduradas, onde a águia e o milano, com suas garras como o ferro, não deixem rastro de um cão desse exército cristão.
E essa Cruz tão altaneira, falsa, enganosa e mentirosa, a olharás convertida em mastro de minha bandeira.
O que eu disse? Loucura foi elevá-la a tal destino: a queimo… e teu Deus divino que a tire da fogueira.

São Fernando: Maldito sejas, agareno, maldita a tua raça moura e maldito quanto adora esse povo sarraceno. Infame, blasfemo, vil, escória suja do inferno, aborto do mesmo inferno e venenoso réptil!
Já para ti não há perdão, africano mal nascido, que de meu peito ouviste a piedosa compaixão.

Guerra de morte, miserável! Guerra sem quartel, para ti e essa canalha asquerosa e desprezável; e extermínio, sangue e fogo, que façam de seus ídolos farrapos e reduzam a cinzas esse Alá que renego!

Só isto espero, traidor! Só isto espero, covarde! Tremes? Pois onde está tua gabolice de arrogância e valor? O que fizeste daqueles brios que mostravas belicoso quando humilde e silencioso escutei teus desvarios?
Que grande mentira revela esse rosto contorcido, de uma simples mulherzinha mais próprio que de um soldado.

Sultão: Cristão!

São Fernando: Não há um só minuto a perder. Escuta: quiseste luta? À luta, até morrer ou vencer.
Manda mouros aos milhões, traz teus estados inteiros, que um punhado de guerreiros basta para as tuas legiões.
Diz a Alá que te empreste luz, diz a ele que de sua altura desça e em minha presença ultraje a minha Santíssima Cruz!
Cruz bendita, Cruz gloriosa, Mãe do mundo cristão, vem e que o cão africano se cegue ao ver-te tão formosa.
Vem em minha ajuda, vem radiante de glória e preside a vitória dos filhos de teu Deus.

Vem a essa luta e goza, pois a pele desse agareno cobrirá o pó e a lama por onde tua carruagem passar.
Vem que teu filho está aqui, e terminando esta guerra não haverá um só lugar na Terra onde não se adore a Ti. À batalha agora mesmo!

Sultão: Mas se o prazo se dilatasse.

São Fernando: Encontrar-te-ei, ainda que te ocultasses no seio do abismo! Tua cabeça é minha ambição, dar-te morte, meu desejo, e cuspir em teu rosto feio, minha maior satisfação. Afasta-te mouro ímpio!

Sultão: Voltarei, cão cristão…

São Fernando: Não voltarás, africano, juro-o pelo meu Deus.

Sultão: Guerra de morte, cristão!

São Fernando: Guerra de morte, sarraceno!

Sultão: Viva nosso Alá agareno!

São Fernando: Viva nossa Cruz bendita!

Povo: VIVA!

Mostrar Imagem de “Caravaca de La Cruz”, santuário erigido para custodiar a relíquia da verdadeira cruz, que Fernando III recebeu de presente de seu primo, Luís IX, São Luís;

Mostrar Imagem, em Caravaca de La Cruz, da Confraria de Mouros;

Mostrar Imagem, em Caravaca de La Cruz, da Confraria de Cristãos;

Mostrar Imagem do andor da relíquia da Cruz, em Caravaca;

Exibir a apresentação teatral do diálogo entre Fernando III e o sultão muçulmano:

CROQUI DAS AULAS:

1-a parte: expor, brevemente, sobre o conceito de santidade no século XIII;

2-a parte: expor as características que tornam Fernando III um santo;

3-a parte: expor as imagens ilustrativas, comentando cada uma;

4-a parte: ler o diálogo tradUzido entre Fernando III e o sultão muçulmano antes da batalha (qual batalha?) e mostrar o vídeo da encanação teatral em espanhol;

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Mestres Medievais, Os – de Hugo de São Vitor a João Duns Scoto – Papa Bento XVI;

El libro de los doce sabios – o Tratado de la nobleza y lealtad  (encargado por Fernando III el Santo hacia 1237, con un epílogo de principios del reinado de Alfonso X el sabio) Disponível no site      http://www.filosofia.org/aut/001/12sabios.htm   ;

Primera Crónica General que mandó componer Afonso el Sabio y se continuaba bajo Sancho IV en 1289. Edição crítica de Ramón Menendez-Pidal. Tomo II. Madrid: Editorial Gredos, 1955;

Textos de Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva (UFRJ);

Texto de Georgina Silva dos Santos sobre São Luís;

Resenha de Isabela Ferreira dos Santos, sobre texto de Vauchez, André: “A Espiritualidade no Ocidente Medieval”;

Texto de Andréa Álvares Cunha: “A Espiritualidade na Idade Média Ocidental”, sobre o livro “O Homem Medieval À Procura de Deus”, Jorge Zahar Editor;

Texto de Igor Salomão Teixeira: “O Tempo da Santidade: Reflexões sobre Um Conceito”;

Texto de Igor Salomão Teixeira (UFRGS): “Testemunhos, Memória e Narrativas; A História e Historigrafia dos Processos de Canonização” (séculos XIII e XIV);

Texto de Fernanda Amélia Leal Borges Duarte: “ As Representações de Santidade Na Hagiografia de Tomas de Celano” (século XIII);

Texto de Cibele Carvalho: “As Hagiografias Franciscanas” (século XIII);

Texto de João Guilherme Lisbôa Rangel: “ A Análise do Conceito de Martírio Nas Obras de Jacopo Varrazze e do Frei João Álvares” (séc. XV);

Texto de Vandergleison Judar: “Até Que a Morte Nos Separe!” (Reflexões Sobre A Morte de São Francisco de Assis) (séculos XIII e XIV) (UEL);

 Texto “Fernando III El Santo”   (no site  www.hispanismo.org  )

Texto de Rafael de Mesquita Diehl: “ A Edificante Morte do rei São Fernando III, de Castela;

http://civilitaschristiana.blogspot.com.br/2011/05/edificante-morte-do-rei-sao-fernando.html